sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Futuros Brasileirinho"

A algum tempo não venho aqui escrever. Por falta de temas interessantes ou tempo, hoje acabei retornando a esse pequeno espaço no qual posso me expressar. Muitos temas me vêm a cabeça, me fazem parar e pensar, afinal todos os dias vemos cenas de terror e alegria nas manchetes mais diversas. Porém, nessa semana o que me pegou de surpresa foi o Livro Por uma vida Melhor. A linguagem popular, considerada por linguistas como uma forma de comunicação válida e com regras próprias, está sendo ensinada em salas de aula de 4.236 escolas públicas do País. Lí em sites e blogs revoltas sobre a propagação do "nós pega". De fato a expressão existe no registro 'popular', sendo válida do ponto de vista cotidiano devido dar conta de se comunicar o que está propondo. Todavia, não é por ser dita que deve ser ensinada, tendo uma grande diferença no espaço entre essas duas palavras. Defensores da obra alegam que esta é a linguagem que o leitor  usa e entende. Se isso é real, não deveriamos nos preocupar ainda mais em não propagar tal fato? Vejamos mais a fundo, a alegação de que dessa forma os estudantes de classes populares  se sentiriam incluídos. Pergunto como se na primeira relação com  estudantes que não utilizaram tal livro estariam expostos as diferenças? Como um aluno vai entender um texto antigo se não tiver as ferramentas para isso? 
O aluno está na escola para aprender, desenvolver e compartilhar conhecimentos com os demais. O meio mais fácil para isso é a utilização do que ele já sabe, da linguagem popular, mas será que é o mais correto?
Sou contra este ensino, não acredito que o mesmo resultaria no sentimento de inclusão e sim o contrário. Não tenho formação nem conhecimentos a fundo do mesmo, porém pelo que tenho visto de ambos os lados - defensores e opositores - a intenção era a mesma, boa, de ensinar, mas como diz aquele velho ditado popular "de boas intenções o céu está cheio". Por isso, antes de vermos os meios mais fáceis, vamos pensar nos mais eficazes e favoráveis, afinal não somos nós os mais atingidos com as decisões,  e sim os futuros brasileirinhos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um mundo politicamente singular

Os Estados Unidos conseguiu pegar o homem que há quase 10 anos abalou o país de uma maneira indescritível. Acredito que o fim dado ao terrorista foi merecido, porém também acho que esse assassinato abre um precedente enorme. Ele deveria ser punido como qualquer pessoa no mundo, ainda que não mereça nenhuma piedade. Lembro o caso do Saddam Hussein, que foi encontrado vivo pelos soldados americanos e assim permaneceu ate ser julgado no Iraque. No mundo que se diz igualitário e democrático deveríamos esperar o julgamento justo de todos.O discurso do presidente americano Obama demonstra que nessa 'guerra' eles são Deus e decidem quem morre e, principalmente, quem merece permanecer vivo. Lí muitos defensores do governo americano levantando a hipótese de não haver outra opção, sendo o resultado matar ou morrer. Para esses digo que não sou ativista dos direitos humanos e muito menos, defensora desse terrorista, somente acredito que um mundo que deseja paz deve primeiro preservá-la. Com esse atentado ao Bin Laden já podemos prever que o direito de ir e vir nas ruas americanas ficará cada vez mais escasso e que o fim dado com uma bala na cabeça do terrorista só irá abrir as portas para mais sangue nas mãos de inocentes. Desejo do fundo do meu coração que as famílias que tiveram vítimas no atentado de 11 de setembro e  todos que queriam sentir o sabor de justiça tenham conseguido e, principalmente, torço para que esse ato do governo americano não gere uma reação, na qual pessoas de todo o mundo sejam expostas as consequências. 


terça-feira, 19 de abril de 2011

Rumo a falência dos orgãos responsáveis pela representação do povo no País

Ao elegermos nossos deputados estamos escolhendo aqueles que irão nos representar e, consequentemente, representar o nosso país pelo mundo. O programa CQC da Band, tem um quadro chamado "controle de qualidade" que faz perguntas sobre acontecimentos políticos e mundiais aos deputados. Ao assistir ontem me choquei com tamanha ignorância e desinteresse de alguns por fatos sérios e importantes. O dever de acompanhar a rotina política do Brasil e assim da presidenta Dilma não é mistério ou desconhecimento para nenhum de nós, porém parece que para os que estão lá em Brasília sim. Assuntos como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte são novidade para a grande maioria alí entrevistada, com exceção do deputado paraense. Será que mesmo um assunto como este que está movendo até organizações internacionais não é importante para esses deputados? Será que agora os assuntos serão divididos por regiões? Mas para isso, será necessário promover aulas de geografia para os políticos, afinal não precisa ser muito inteligente para saber que Minas Gerais está longe de ser no Norte do país. 
São gafes e besteiras que o programa flagra toda vez que dá uma chance de resposta. Até o Ditador da Líbia, um dos homens mais odiados e visados no momento, não teve seu nome lembrado pelos bonitinhos deputados. Afinal qual o intuito do programa e da população ao expressar sua revolta com tais respostas se no fim quem será abatido pelos impactos que algumas questões podem gerar não serão eles? A representação da população é coisa existente apenas na época de eleição, no restante dos anos a única coisa que eles se recordam é de providenciar emprego para seus familiares e, sem esquecer, o seu pé de meia. O pior é ficarmos felizes quando um deputado confirma que não sabe a resposta ao invés de inventar desculpas ridículas e inapropriadas do porque não irá responder. Leiam ao jornal, assistam televisão ou apenas entrem na página principal de sites importantes. Não precisa muito para saber um pouco do que seu trabalho deveria ser, ver e fazer.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um ato falho

Notícias sobre filhos que agridem pais por dinheiro ou bens já estão ficando, infelizmente, cada vez mais comuns. A maioria está em busca desses valores para comprar e consumir drogas. Um vicio que começa principalmente por incentivo de 'amigos' e curiosidade, acaba de uma maneira inusitada com a vida daqueles que mais amamos e assim reciprocamente. A crítica aqui não é para esses filhos, apesar de merecerem uma, e sim para novas notícias que desde 2010 estão surgindo velozmente na mídia - Pais que agridem filhos. Aconteceu a troca de papéis e hoje pais e filhos estão se 'mutilando' por coisas cada vez menos importantes. Uma mãe americana se matou juntamente com três filhos ao jogar deliberadamente sua caminhonete no rio Hudson, perto de Nova York. O drama foi, ao que parece, precedido por uma briga conjugal com o pai das três crianças mortas na tragédia, segundo a polícia, que recebeu uma ligação de alerta dos vizinhos. Um minuto não pensado, gerou uma ação irresponsável e sem volta. Dois meninos com idade de 05 e 02 anos, e uma menina de 11 anos foram vítimas da briga dos pais, da mente frágil da mãe e de uma sociedade cada vez menos esperançosa, menos acreditada, menos feliz.
Outro caso nada parecido porém envolvendo pais e filhos que está na mídia é o do brasileiro Ricardo Azevedo Souza Costa, que está preso preventivamente no Estado americano do Arizona há mais de dois anos, sem previsão para ser julgado, acusado de ter molestado os filhos. No Japão o brasileiro conheceu a mãe de seus filhos e alguns anos depois e visitas ao psicólogo, as crianças, dois meninos e uma menina, que têm 15, 12 e 8 anos afirmaram que estavam sendo molestadas por seu pai. Influência da mãe sobre eles ou realidade? Só quem sabe as respostas são as pessoas que naquela casa moravam. No fim de 2008, Costa foi preso. A Justiça, de acordo com a defesa, deveria tê-lo julgado em 150 dias. Para responder em liberdade, além de pagar US$ 75 milhões de fiança, em dinheiro, ele poderia assinar um termo de confissão. Ricardo se recusa porque nega ter molestado os filhos. A fiança, uma das mais elevadas da história americana, também é inviável. Enquanto isso, o pai está sem poder ver seus filhos que, por sua vez, estão crescendo sem um pai, com a idéia de que aquele homem que morou com eles não existe. O que pensar em uma situação dessas? Verdade ou Mentira? Por ser brasileiro nosso instintos nos levam a acreditar em sua inocência, a falta de provas só aumenta aquilo que para nós é um fato, apesar de até alguns dias atrás o Ricardo não existia.
Cresci escutando de minha mãe, avó e tias que amor de mãe não tem igual, é incomparável. Então porque cada vez mais a morte está sendo a primeira opção? Matar ficou tão facil que qualquer um é capaz de fazer? Remorso, carinho e família ainda são palavras existentes no dicionário, mas e na consciência? Perguntas e mais perguntas vão surgindo cada dia que vejo uma notícia como essas que contei para vocês, que envolvem uma família, uma cidade e toda uma comunidade. Força para os que sofrem com situações como essa e garra para superar um dia de cada vez. Que o ditado sobre a verdade demorar mas não falhar seja verdade e se assim for, Ricardo seja inocentado ou culpado.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Desejo de paz.

Porque meu Deus? Porque? - Essa é a pergunta que muitos brasileiros estão se fazendo nesse momento. As imagens de terror estão gravadas para sempre na memória daqueles que sobreviveram a tragédia ocorrida nessa manhã do Rio de Janeiro. Uma cidade constantemente vista pelo mundo como cheia de magia, alegria e simpatia, hoje foi capa de jornais e destaque em sites por deter um cidadão que, de maneira frívola, planejou e atacou pessoas inocentes. Em matérias na televisão, profissionais da psicologia estão falando em consequencia de Bulling sofrido pelo agressor quando este estudava no colégio alvo, alguns enfatizando tanto que parece uma tentativa de justificar os atos deste rapaz. Será que tem justificativa? 
Um crime bárbaro, que manchou de sangue a rua, o colégio, carros e roupas de pessoas que pararam para ajudar. Um ato covarde e individualista, que acabou com o sonho de muitos por tão pouco, por puro e total egoísmo de alguem que para ser conhecido e ouvido precisou, em um ato pensado, agir com a força das armas. Ouvi essa semana uma frase, que não pensei que compartilharia tão cedo por aqui, dizia mais ou menos assim "A religião, seja ela qual for, é a única causa pela qual pessoas que querem o bem acabam cometendo o mau". Não importa o motivo que levou este homem a fazer o que fez. A única coisa que hoje realmente importa é a dor, a tristeza e as dúvidas que nunca sairão da cabeça dos familiares e amigos que perderam entes querido nessa guerra de um lado só. A baixo está a declaração da presidenta sobre a ação e a carta de Wellington Menezes de Oliveira, aquele que ficará lembrado como um dos piores pesadelos que o Brasil já teve. Que todos descansem em paz. 


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Brasil, a terra com muita Lei


Quarta-feira, chegamos ao meio da semana. Um dia que para muitos brasileiros é recheado de stress e momentos não muito bons. Por isso, venho através do meu Blog, expressar minha indignação e protesto. Prometo que não irei nem tocar no assunto Bolsanaro, tudo bem? Hoje, ao ver as notícias do Jornal Nacional da noite de ontem, deparei-me com um tópico cuja existência do assunto é totalmente desnecessária. Por um tempo fiquei pensando como escreveria sobre o tema para vocês, e só me vinha uma frase na mente: Somos reféns da nossa própria legislação.
Os Radares de trânsito estão cada vez mais presentes nas ruas das cidades brasileiras, controlando a velocidade dos veículos e evitando acidentes. Assim como esta ferramenta, o GPS também é bastante procurado, auxiliando os motoristas a andarem pelo país e, também, na detecção de radares, fato que no meu pensamento leigo, faria com que a velocidade fosse diminuída, reduzindo o número de irregularidades e, respectivamente, acidentes. Porém, parece que o fator real de radares presentes em nossas esquinas é a MULTA!  O DENATRAN anunciou que a função de um GPS é indicar ao motorista qual caminho ele vai seguir para chegar a determinado endereço e que, quem for pego dirigindo com ‘dispositivo antirradar’ está fazendo uma infração gravíssima. A multa é de R$ 191, sete pontos na carteira e apreensão do veículo.
Essa lei de trânsito influenciará no maior uso de celulares ao dirigir, visto que agora os motoristas irão acessar sites que informam perfeitamente a localidade de cada radar da região. Palmas para o criador dessa lei que, ao invés de pensar em algo realmente útil para a sociedade, decidiu criar uma maneira fácil e ágil de ganhar sua bonificação desejada. A irregularidade está presente na tentativa de utilizar a tecnologia em prol da tranqüilidade no trânsito, valeu Brasil.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Racismo é Burrice

Enquanto nos preocupamos com o futuro dos personagens nas novelas e quem seria o ganhador do BBB11, o programa CQC mostrava nessa segunda-feira 28/03, quem nós brasileiros elegemos como deputados do nosso país. O político Jair Messias Bolsonaro, militar, integrante do partido PP/RJ, participou de um quadro denominado "o povo quer saber", no qual respondeu a perguntas feitas sobre diversos assuntos, dentre estes política, racismo e as cotas. 
 
Como uma pessoa pública, que representa um país que detêm grande parte populacional negra, pode se expor de maneira tão absurda?! Declarações preconceituosas, ofensivas e ultrajantes. A população em geral declara-se espantada com esse show de horror exibido no início da semana, no qual uma pessoa eleita pelo povo para os representar, na verdade, prova que está nessa posição em prol de sí mesmo e de suas idéias retrogradas, no mínimo. Ao perceber que estava próximo de um processo judicial por crime de racismo, o deputado liberou uma nota em seu site dizendo " A resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta - percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay. Todos aqueles que assistam, integralmente, a minha participação no programa, poderão constatar que, em nenhum momento, manifestei qualquer expressão de racismo. Ao responder por que sou contra cotas raciais, afirmei ser contrário a qualquer cota e justifiquei explicando que não viajaria em um avião pilotado por cotista nem gostaria de ser operado por médico cotista, sem me referir a cor. O próprio apresentador, Marcelo Tas, ao comentar a entrevista, manifestou-se no sentido de que eu não deveria ter entendido a pergunta, o que realmente aconteceu. Reitero que não sou apologista do homossexualismo, por entender que tal prática não seja motivo de orgulho. Entretanto, não sou homofóbico e respeito as posições de cada um; com relação ao racismo, meus inúmeros amigos e funcionários afrodescendentes podem responder por mim".
Sempre pensei, por não ter essa experiência ainda, que os pais querem o bem para seus filhos, sem importar qual caminho estes escolham. Também compactuo da idéia de que uma 'boa criação' não influência em nada sua escolha sexual, sendo esta muito mais complexo do que a presença de um pai todas as noites, envolvendo sentimentos pelo próximo, atração e gostos. A homossexualidade é algo presente na nossa sociedade, que deve vencer os julgamentos precipitados e o preconceito, só assim as diferenças encontradas no mundo a fora serão mais respeitadas. Por isso, ao invés de campanhas com humor para celebridades globais, devería ser feita a 'CALA BOCA BOLSONARO', que seria muito mais verdadeira e sensata. Afinal, palavras e frases como as ditas pelo deputado são inadmissíveis, ficando a dica de pensar antes de falar, pois pode ser tarde demais para voltar atrás.