A algum tempo não venho aqui escrever. Por falta de temas interessantes ou tempo, hoje acabei retornando a esse pequeno espaço no qual posso me expressar. Muitos temas me vêm a cabeça, me fazem parar e pensar, afinal todos os dias vemos cenas de terror e alegria nas manchetes mais diversas. Porém, nessa semana o que me pegou de surpresa foi o Livro Por uma vida Melhor. A linguagem popular, considerada por linguistas como uma forma de comunicação válida e com regras próprias, está sendo ensinada em salas de aula de 4.236 escolas públicas do País. Lí em sites e blogs revoltas sobre a propagação do "nós pega". De fato a expressão existe no registro 'popular', sendo válida do ponto de vista cotidiano devido dar conta de se comunicar o que está propondo. Todavia, não é por ser dita que deve ser ensinada, tendo uma grande diferença no espaço entre essas duas palavras. Defensores da obra alegam que esta é a linguagem que o leitor usa e entende. Se isso é real, não deveriamos nos preocupar ainda mais em não propagar tal fato? Vejamos mais a fundo, a alegação de que dessa forma os estudantes de classes populares se sentiriam incluídos. Pergunto como se na primeira relação com estudantes que não utilizaram tal livro estariam expostos as diferenças? Como um aluno vai entender um texto antigo se não tiver as ferramentas para isso?
O aluno está na escola para aprender, desenvolver e compartilhar conhecimentos com os demais. O meio mais fácil para isso é a utilização do que ele já sabe, da linguagem popular, mas será que é o mais correto?
Sou contra este ensino, não acredito que o mesmo resultaria no sentimento de inclusão e sim o contrário. Não tenho formação nem conhecimentos a fundo do mesmo, porém pelo que tenho visto de ambos os lados - defensores e opositores - a intenção era a mesma, boa, de ensinar, mas como diz aquele velho ditado popular "de boas intenções o céu está cheio". Por isso, antes de vermos os meios mais fáceis, vamos pensar nos mais eficazes e favoráveis, afinal não somos nós os mais atingidos com as decisões, e sim os futuros brasileirinhos.
